Aliviado, Muricy se prepara para cobrança própria por Libertadores






09/12/2008 – 14h14

“Tiramos um prédio de cima das nossas costas.” Foi assim que o técnico Muricy Ramalho definiu a sensação de ganhar o Campeonato Brasileiro deste ano. Depois de levantar a taça do Nacional pela terceira fez consecutiva, o treinador do São Paulo deu sua última entrevista coletiva do ano antes de sair de férias. Aliviado e risonho, o treinador definiu a meta de sua vida: um título da Copa Libertadores.

“Pelo o que as pessoas conhecem, todos sabem que esse é o principal objetivo do clube, mas ele é muito mais meu. Essa conquista passou perto duas vezes e não pode passar a terceira. Vamos trabalhar duríssimo para isso”, explicou Muricy Ramalho. “Temos um grupo complicado. É sempre difícil ir jogar na Colômbia porque é muito longe, e os times do Uruguai têm tradição.”

Descontraído e distribuindo sorriso e piadas, o que não costuma acontecer antes do final da temporada, o técnico explicou que estava no limite. “Não é fácil chegar à decisão. Depois do jogo contra o Fluminense, tivemos uma semana muito complicada. É um cansaço físico e mental. Ainda não tive tempo para descansar.”

Para alcançar sua meta continental, o técnico garante que precisa crescer muito, mesmo com todos os seus Brasileiros no currículo. “Preciso melhorar em tudo. Não adianta ganhar um título e acomodar. Não posso pensar de outra maneira. Estou há três anos aqui, a conversa com os jogadores também precisa melhorar senão vira rotina. Vou estudar mais o futebol, dar um pouco a mais sempre.”

“A cobrança é sempre grande, mesmo ganhando títulos. Ano que vem vai ser da mesma forma. Espero poder sempre ganhar senão eu não vou ficar aqui. Temos de vencer tudo, até par ou impar, senão um técnico não sobrevive. Os treinadores são sobreviventes por natureza. Assim que assinam o contrato já estão em risco”, completou.

Agora, Muricy começa a pensar em suas férias. Mas ele próprio sabe que não dá para ele se desligar completamente do futebol. “Afastado de tudo não tem como, pois é a minha vida. Meu trabalho mexe com a vida de muita gente. Nesses primeiros dias ainda vou tentar me desligar, mas logo o Juvenal [Juvêncio, presidente do São Paulo] vai começar a me telefonar”, concluiu.

Fonte: UOL

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Postado em 10/12/2008 as 07:12 na seção Notícias




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