Ranking histórico: Tricolor também é líder no estadual




Postado em 28/12/2011 as 10:12 na seção História | Sem comentários »
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Clube mais jovem dentre os grandes do estado, o São Paulo também se sobressai quando o assunto é Campeonato Paulista. Ainda que em termos absolutos (período 1902-2011) o Tricolor seja o terceiro maior vencedor do certame, desde que disputou a competição pela primeira vez, em 1930, é verdadeiramente o time mais vezes campeão: São 21 títulos, contra 19, de Santos, Palmeiras e Corinthians.

Desde o advento do profissionalismo, em 1933, o quadro de campeões assim se apresenta: São Paulo, 20 conquistas; Santos, 19; Palmeiras e Corinthians, 18. O aparente equilíbrio, entretanto, não perdura no ranking histórico de pontos conquistados por jogo. Confira abaixo os vinte melhores posicionados neste período 1933-2011:

PG J V E D GP GC SG Part.
São Paulo FC 3069 2099 1174 515 410 4092 2139 1953 77
SC Corinthians P 3026 2118 1154 545 419 4020 2275 1745 78
SE Palmeiras/SS Palestra Itália 3004 2098 1141 540 417 3923 2181 1742 78
Santos FC 2838 2083 1075 503 505 4166 2602 1564 78
A Portuguesa de D/E 2474 2035 893 540 602 3414 2639 775 76
Guarani FC 1844 1718 634 490 594 2346 2266 80 58
CA Juventus 1575 1790 532 449 809 2308 2969 -661 67
AA Ponte Preta 1476 1344 486 409 449 1740 1667 73 45
Botafogo FC 1307 1346 421 403 522 1620 1842 -222 45
10º América FC 1173 1222 376 365 481 1288 1577 -289 42
11º A Ferroviária E 1147 1235 389 359 487 1450 1613 -163 39
12º EC XV de Novembro de Pir. 996 1133 326 338 469 1391 1762 -371 37
13º EC Noroeste 919 1025 304 275 446 1213 1541 -328 33
14º AA Portuguesa 850 1028 297 202 529 1447 2049 -602 44
15º EC São Bento 785 938 245 285 408 843 1248 -405 31
16º EC XV de Novembro de Jaú. 739 886 244 246 396 984 1338 -354 26
17º AA Internacional de Limeira 688 674 215 216 243 743 809 -66 23
18º Comercial FC de RP 687 768 239 205 324 867 1091 -224 22
19º EC Santo André 607 578 176 198 204 611 683 -72 43
20º Mogi Mirim EC 591 552 168 166 218 672 802 -130 24

O Tricolor é, além de clube que mais pontuou na era profissional da competição, o que mais venceu (com 20 vitórias de vantagem para o 2º colocado), o que menos perdeu, o que possui melhor defesa e o que detém o melhor saldo de gols entre os quatro grandes. E isso com uma participação a menos, por não ter disputado a edição de 1935, quando fora refundado.

No ranking histórico desde 1902 (quando se realizou o primeiro Campeonato Paulista – incluindo então o período amador), o São Paulo mantém a terceira posição em pontos ganhos. Contudo, lidera em aproveitamento de pontos (com 64,51%, contra 64,29% do Palmeiras, 64,28 do Corinthians e apenas 59,39% do Santos). Veja a seguir os vinte melhores colocados nesse período:

PG J V E D GP GC SG Part.
SC Corinthians P 3451 2400 1350 578 472 4916 2637 2279 97
SE Palmeiras/SS Palestra Itália 3376 2341 1316 567 458 4707 2479 2228 95
São Paulo FC 3172 2162 1218 530 414 4297 2209 2088 80
Santos FC 3117 2318 1198 536 584 4810 3065 1745 96
A Portuguesa de D/E 2619 2184 953 565 666 3715 2967 748 86
Guarani FC 1931 1803 672 501 630 2556 2444 112 63
CA Juventus 1635 1853 560 453 840 2425 3112 -687 70
AA Ponte Preta 1532 1386 511 415 460 1855 1740 115 47
Botafogo FC 1307 1346 421 403 522 1620 1842 -222 45
10º América FC 1173 1222 376 365 481 1288 1577 -289 42
11º A Ferroviária E 1147 1235 389 359 487 1450 1613 -163 39
12º EC XV de Novembro de Pir. 996 1133 326 338 469 1391 1762 -371 37
13º EC Noroeste 919 1025 304 275 446 1213 1541 -328 33
14º AA Portuguesa 868 1049 304 206 539 1484 2089 -605 45
15º EC São Bento 785 938 245 285 408 843 1248 -405 31
16º EC XV de Novembro de Jaú 739 886 244 246 396 984 1338 -354 26
17º Comercial FC de RP 693 777 242 205 330 880 1113 -233 24
18º AA Internacional de Limeira 688 674 215 216 243 743 809 -66 23
19º CA Ypiranga 665 817 275 117 425 1392 1892 -500 46
20º EC Santo André 607 578 176 198 204 611 683 -72 43

Fonte: SaoPauloFC.net

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Raí: o terror do Barcelona




Postado em 14/12/2011 as 08:12 na seção História | Sem comentários »
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“A sensação foi estar vivendo o melhor dos sonhos”. Esta é a definição do ex-camisa 10 Raí sobre a final do Mundial de Clubes de 1992. Título até então inédito para o clube que passou diretamente pelos pés de um dos maiores nomes da história do São Paulo.

Naquele 13 de dezembro de 1992, o favoritíssimo Barcelona entrou em campo recheado de craques, como Guardiola, Stoichkov, Michael Laudrup… E como parar uma verdadeira seleção como esta? O Tricolor encontrou a resposta em apenas três letras: R-A-Í.

“No vestiário percebemos nos discursos que aquele time era mais que um grande esquadrão, era uma grande família”, disse o ex-camisa-10.

Raí sabe do que fala. O inesquecível time de 92 também contava com grandes nomes do futebol brasileiro, como Zetti, Toninho Cerezo, Cafu, Palhinha, Muller, além do próprio meia. Uma equipe que não se importou com os status de favorito dos espanhóis e entrou em campo para fazer história.

Mas como em todo final feliz, sempre um obstáculo pelo caminho. Aos 12 minutos de jogo, Stoichkov abriu o placar para o Barcelona. Sem se entregar, São Paulo e Raí começaram a dar show.

Aos 27′, Müller driblou Ferrer duas vezes, pela esquerda, e cruzou para Raí, que – de barriga – somente encostou para as redes. 1×1! Logo após, o humilhado Ferrer se redime e salva gol certo de Müller em cima da linha.

O Barça não deixou por menos. Aos 45′, Beriguistain driblou Vitor e Adilson, passou por Zetti e tocou para o gol, que só não ocorreu graças à intervenção de Ronaldo Luís, o santo das bolas salvas em cima da linha (por mais de uma vez isso ocorreu pois, na verdade, Telê treinava essa jogada com o lateral-esquerdo).

No segundo tempo, o São Paulo se sobrepôs, tanto física, quanto tecnicamente. O time catalão já não ameaçava quando, aos 34′, Palhinha sofre falta pela direita, na entrada da área. O árbitro apitou. A jogada seria ensaiada.

Raí se preparou para cobrar falta da entrada da área. Naquele momento, ele já sabia. “Minha sensação era de estar vivendo o melhor dos sonhos, que estava dando tudo certo, na hora certa. E, ainda por cima, no clube que eu amava e amo”, completou o ídolo.

Um golaço que nem mesmo Zubizarreta pode evitar. Ali o São Paulo aparecia de vez para o mundo. Conquistava centenas e milhares de torcedores. Colocava de vez o seu nome no topo.

“Vencer o Barcelona da época foi provar pro mundo inteiro, de maneira incontestável, que éramos o numero 1″, ressaltou Raí.

Fonte: SaoPauloFC.net

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Três anos do Tricampeonato Brasileiro




Postado em 08/12/2011 as 07:12 na seção História | Sem comentários »
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A crítica especializada não dava crédito à equipe do São Paulo eliminada da Copa Libertadores da América no último minuto de jogo em um Maracanã lotado. O principal artilheiro da equipe no ano, Adriano, recuperado para o futebol pelo Tricolor, retornara a Milão.

A expectativa geral, apesar da quarta colocação ao final do primeiro turno do Campeonato Brasileiro não era entusiasta. O ‘tri’ parecia distante, mais uma vez a escapar por entre os dedos – o Tricolor nunca havia sido tricampeão consecutivo na história, em qualquer competição.

Ao início do 2º turno, após sofrer um gol irregular e perder para o Grêmio (líder da competição até então, e com esta vitória, 11 pontos à frente do Tricolor), a mídia já destacava em letras garrafais a prosa estatística: “o São Paulo tem 1% de chances de ser campeão!”

Era esta a probabilidade de título que apontavam ao São Paulo de Muricy Ramalho e companhia. Realmente o cenário era mais favorável aos rivais. Contudo, a motivação que faltava para a conquista veio em uma arrancada incrível: uma série de 18 jogos invictos (12 vitórias, 6 empates).

O Tricolor teve a chance de se sagrar campeão antecipadamente no Morumbi com casa cheia. Mas o destino quis que aquele dia fosse de pleno luto – Na véspera da partida faleceu o eterno presidente Marcelo Figueiredo Portugal Gouvêa – e somente empatou com o Fluminense, deixando a decisão para a rodada final, como não poderia deixar de ser em um campeonato tão dramático.

Em Brasília, ao vencer o Goiás (1×0, gol de Borges após cobrança de falta de Rogério Ceni), o São Paulo se consagrou: 1% de chances, 100% campeão!

Borges foi o artilheiro da equipe no torneio, com 16 gols, seguido de Hugo, com 14 gols. Ao todo, 15 jogadores deixaram sua marca no gol adversário. Jorge Wagner foi quem mais jogou neste campanha: 36 partidas, logo a frente de Rogério Ceni, com 35 jogos.

O primeiro Tricampeão consecutivo do Campeonato Brasileiro – CAMPEONATO – desde sua criação, em 1971. O primeiro – E ÚNICO – Hexacampeão (77/86/91/06/07/08).

Não somente Tri-Hexacampeão Brasileiro. O Tricolor consagrou-se Soberano.

Confira abaixo a relação de todos os jogadores soberanos desse tricampeonato:

01 Rogério Ceni
2 Juninho
3 André Dias
4 Alex Silva
5 Miranda
6 Júnior
7 Jorge Wagner
8 Fábio Santos
9 Éder Luis
10 Adriano
12 Joilson
13 Reasco
13 Anderson
14 Aloísio
15 Hernanes
16 Jancarlos
17 Borges
18 Hugo
19 Andre Lima
20 Richarlyson
21 Eder Sciola
22 Bosco
23 Ze Luis
24 Fabiano
25 Dagoberto
26 Cazumba
27 Sergio Mota
28 Wellington
29 Ronieli
30 Rafael
31 Aislan
32 Diogo
33 Alex Bruno
34 Bruno Barbosa
35 Bruno Formigoni
36 Oscar
37 Júlio Cézar
38 Jean
39 Pablo
41 Leonardo
44 Rodrigo
45 Bruno

E os únicos jogadores tricampeões no período 2006-2008:

Rogério Ceni
André Dias
Alex Silva
Miranda
Júnior
Aloísio
Richarlyson
Bosco
Reasco

Fonte: SaoPauloFC.net

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O dia em que o Tricolor quase mudou de nome




Postado em 13/09/2011 as 09:09 na seção História | Sem comentários »
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Segundo o Calendário Tricolor, 12 de setembro é um dia marcante para a história do São Paulo Futebol Clube. Afinal, há 73 anos, o São Paulo incorporava o Estudantes Paulista, se firmando como um dos grandes clubes do Estado. O que pouca gente sabe é que o Tricolor quase mudou de nome nessa incorporação.

O Clube Atlético Estudantes Paulista

No conturbado ano do renascimento do São Paulo FC, um clube irmão de sangue também veio ao mundo, pouco tempo antes, em decorrência do fim do futebol no campo da Chácara da Floresta: o Clube Atlético Estudantes de São Paulo, agremiação fundada por dissidentes do São Paulo Futebol Clube fundado em 1930.

Esse clube, também tricolor, foi criado em maio de 1935 pelos são-paulinos Cássio Villaça e José de Godói, herdando vários jogadores do Esquadrão de Aço (equipe do São Paulo campeã paulista de 1931 e varias vezes vice entre 1930 e 1935). Veio a se estabilizar como uma entidade forte quando se uniu, em 2 de junho de 1937, com o CA Paulista, passando a se chamar Clube Atlético Estudantes Paulista e a jogar no Estádio Antônio Alonso, campo da Companhia Antárctica Paulista, na Rua da Móoca.

Bem estruturado e com elenco respeitável, fora de campo sofreu um grande baque após uma excursão ao Chile e ao Peru, entre junho e julho de 1938, quando um empresário fugiu com todos os rendimentos obtidos na viagem, deixando o clube em situação financeira grave.

Problemas financeiros do clube irmão

Pelo vínculo histórico entre os dois clubes, o São Paulo FC sempre esteve ao lado do Estudantes, ajudando-o com o pouco que podia – pois também, na juventude daqueles tempos, o Tricolor ainda lutava para se erguer como um grande clube paulista. O São Paulo FC ajudou a pagar o salário de alguns jogadores do Estudantes e até criou um festival amistoso cuja meta era aliviar um pouco a situação dos atletas do clube irmão, que, aos poucos, foram contratados pelo próprio São Paulo.

Assim, em 25 de agosto de 1938, com 8 novos jogadores provindos do Estudantes Paulista, o São Paulo FC goleava o Corinthians por 3 a 0 e dava início a uma nova era vitoriosa. Com nomes como Armandinho e Araken Patusca, regressos, o Tricolor nessa temporada ainda aplicaria a maior goleada da história em cima do Palestra Itália, hoje Palmeiras: 6 a 0!

Já o cenário no Estudantes ainda era problemático. Assim, em 30 de agosto daquele ano, a diretoria do CAEP sofreu um ultimato do restante do elenco, impondo prazo de que até às 22h30 daquele dia lhes pagassem os ordenados devidos, ou então pediriam o passe e deixariam o time.

A solução: unir forças

Sob pressão, recorreram ao São Paulo FC e à Liga de Futebol do Estado, representada nessa ocasião pelo presidente do Corinthians, Manoel Corrochel. A solução encontrada por todos foi solicitar um empréstimo de 5:000$000 – 5 contos de réis – junto à Liga (com o compromisso de saldá-lo após o jogo São Paulo e Corinthians, em 4 de setembro) e assim quitar a dívida com os jogadores. Desde então, os passes e contratos de todos os jogadores do Estudantes passaram a pertencer ao Tricolor Paulista.

Ficou acertado a partir dali o fim do CA Estudantes Paulista, mas sua incorporação pelo São Paulo Futebol Clube se deu somente em 12 de setembro, em Assembléia Geral no Tricolor, ao custo de 700$000 réis mais o passivo do absorvido, no valor de 168.880$000 e os compromissos firmados com a Companhia Antárctica Paulista para o uso de seu estádio, que foram assim transcritos do documento original assinado pelo presidente do Corinthians, na Liga:

“O Conselho do Estudante Paulista acceita a possibilidade da fusão desde que Ella seja tratada de club para clube, através dos Conselhos por documentos escriptos. É contrário o entendimento entre pessoas, grupos ou facções. Só reconhece instâncias; b) Acceita a possibilidade de ser alugada a sua praça de esporte ao novo S. Paulo F.C. isto é ao que resultará da incorporação do Estudantes Paulista pelo S.P.F. Clube. As condições em these são as seguintes: 2:000$000 por mez para treinos às 3ªs e 5ªs feiras e jogos aos domingos e feriados. Com direito igualmente ao uso dos vestiários, banheiro, etc. Em qualquer hypothese deverá ser cumprida a hypothese da realização de um jogo beneficiente em favor da Associação Recreativa Antárctica, consoante o compromisso assumido no domingo, 28 do corrente”. Assinado: Manoel Corrochel.

São Paulo Futebol Clube

O detalhe, porém, é que por muito pouco o São Paulo FC não teve seu nome original alterado. Nessa mesma Assembléia Geral de 12 de setembro de 1938, a possibilidade de mudança de nomenclatura da agremiação (sem que outro nome tivesse sido sugerido, de fato) esteve em votação por causa da união com o Estudantes e permaneceu empatada até o voto de Minerva de Piragibe Nogueira, a favor da manutenção de São Paulo Futebol Clube.

Fonte: SaoPauloFC.net

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