O dia em que o Tricolor quase mudou de nome




Postado em 13/09/2011 as 09:09 na seção História | Sem comentários »
Tag(s):  


Segundo o Calendário Tricolor, 12 de setembro é um dia marcante para a história do São Paulo Futebol Clube. Afinal, há 73 anos, o São Paulo incorporava o Estudantes Paulista, se firmando como um dos grandes clubes do Estado. O que pouca gente sabe é que o Tricolor quase mudou de nome nessa incorporação.

O Clube Atlético Estudantes Paulista

No conturbado ano do renascimento do São Paulo FC, um clube irmão de sangue também veio ao mundo, pouco tempo antes, em decorrência do fim do futebol no campo da Chácara da Floresta: o Clube Atlético Estudantes de São Paulo, agremiação fundada por dissidentes do São Paulo Futebol Clube fundado em 1930.

Esse clube, também tricolor, foi criado em maio de 1935 pelos são-paulinos Cássio Villaça e José de Godói, herdando vários jogadores do Esquadrão de Aço (equipe do São Paulo campeã paulista de 1931 e varias vezes vice entre 1930 e 1935). Veio a se estabilizar como uma entidade forte quando se uniu, em 2 de junho de 1937, com o CA Paulista, passando a se chamar Clube Atlético Estudantes Paulista e a jogar no Estádio Antônio Alonso, campo da Companhia Antárctica Paulista, na Rua da Móoca.

Bem estruturado e com elenco respeitável, fora de campo sofreu um grande baque após uma excursão ao Chile e ao Peru, entre junho e julho de 1938, quando um empresário fugiu com todos os rendimentos obtidos na viagem, deixando o clube em situação financeira grave.

Problemas financeiros do clube irmão

Pelo vínculo histórico entre os dois clubes, o São Paulo FC sempre esteve ao lado do Estudantes, ajudando-o com o pouco que podia – pois também, na juventude daqueles tempos, o Tricolor ainda lutava para se erguer como um grande clube paulista. O São Paulo FC ajudou a pagar o salário de alguns jogadores do Estudantes e até criou um festival amistoso cuja meta era aliviar um pouco a situação dos atletas do clube irmão, que, aos poucos, foram contratados pelo próprio São Paulo.

Assim, em 25 de agosto de 1938, com 8 novos jogadores provindos do Estudantes Paulista, o São Paulo FC goleava o Corinthians por 3 a 0 e dava início a uma nova era vitoriosa. Com nomes como Armandinho e Araken Patusca, regressos, o Tricolor nessa temporada ainda aplicaria a maior goleada da história em cima do Palestra Itália, hoje Palmeiras: 6 a 0!

Já o cenário no Estudantes ainda era problemático. Assim, em 30 de agosto daquele ano, a diretoria do CAEP sofreu um ultimato do restante do elenco, impondo prazo de que até às 22h30 daquele dia lhes pagassem os ordenados devidos, ou então pediriam o passe e deixariam o time.

A solução: unir forças

Sob pressão, recorreram ao São Paulo FC e à Liga de Futebol do Estado, representada nessa ocasião pelo presidente do Corinthians, Manoel Corrochel. A solução encontrada por todos foi solicitar um empréstimo de 5:000$000 – 5 contos de réis – junto à Liga (com o compromisso de saldá-lo após o jogo São Paulo e Corinthians, em 4 de setembro) e assim quitar a dívida com os jogadores. Desde então, os passes e contratos de todos os jogadores do Estudantes passaram a pertencer ao Tricolor Paulista.

Ficou acertado a partir dali o fim do CA Estudantes Paulista, mas sua incorporação pelo São Paulo Futebol Clube se deu somente em 12 de setembro, em Assembléia Geral no Tricolor, ao custo de 700$000 réis mais o passivo do absorvido, no valor de 168.880$000 e os compromissos firmados com a Companhia Antárctica Paulista para o uso de seu estádio, que foram assim transcritos do documento original assinado pelo presidente do Corinthians, na Liga:

“O Conselho do Estudante Paulista acceita a possibilidade da fusão desde que Ella seja tratada de club para clube, através dos Conselhos por documentos escriptos. É contrário o entendimento entre pessoas, grupos ou facções. Só reconhece instâncias; b) Acceita a possibilidade de ser alugada a sua praça de esporte ao novo S. Paulo F.C. isto é ao que resultará da incorporação do Estudantes Paulista pelo S.P.F. Clube. As condições em these são as seguintes: 2:000$000 por mez para treinos às 3ªs e 5ªs feiras e jogos aos domingos e feriados. Com direito igualmente ao uso dos vestiários, banheiro, etc. Em qualquer hypothese deverá ser cumprida a hypothese da realização de um jogo beneficiente em favor da Associação Recreativa Antárctica, consoante o compromisso assumido no domingo, 28 do corrente”. Assinado: Manoel Corrochel.

São Paulo Futebol Clube

O detalhe, porém, é que por muito pouco o São Paulo FC não teve seu nome original alterado. Nessa mesma Assembléia Geral de 12 de setembro de 1938, a possibilidade de mudança de nomenclatura da agremiação (sem que outro nome tivesse sido sugerido, de fato) esteve em votação por causa da união com o Estudantes e permaneceu empatada até o voto de Minerva de Piragibe Nogueira, a favor da manutenção de São Paulo Futebol Clube.

Fonte: SaoPauloFC.net

Relacionados:



 

26 de julho de 1931: o nascimento do grande ídolo Telê Santana




Postado em 26/07/2011 as 09:07 na seção História | Sem comentários »
Tag(s):  


Em Itabirito (MG), no dia 26 de julho de 1931, nasceu Telê Santana, para muitos, o “Fio de Esperança”, para os são-paulinos, o eterno “Mestre Telê”. Ídolo por onde passou, consagrou o futebol arte na Seleção Brasileira, mostrando que ser campeão somente não bastava, era preciso tornar cada partida um momento inesquecível.

No São Paulo Futebol Clube, Telê fez história conquistando dez títulos oficiais e outros tantos torneios. As taças dos dois mundiais interclubes, as duas Libertadores da América e o Brasileiro de 1991, são, entretanto, as maiores conquistas dentre suas menores vitórias: Obstinado em recuperar a imagem que consagrou internacionalmente o futebol brasileiro, lutou até onde pode para provar que um time técnico e bonito de se ver podia ser vencedor. E conseguiu.

Enfrentou a violência dentro dos campos, a má qualidade dos gramados, os erros e o descaso da arbitragem nacional e guerreou uma batalha particular para que o futebol brasileiro reencontrasse seu rumo dentro e fora das quatro linhas.

Por isso, se dedicou também ao Tricolor de corpo e alma. Até mesmo morou no CT do clube. Passo a passo, Brasil e América se renderam ao trabalho do treinador perfeccionista. Em pouco tempo o mundo tinha três cores e era de Telê. Em Tóquio, superando o grande Barcelona (por 2 a 1) dez anos depois da fatídica queda da Seleção Canarinho na Copa do Mundo da Espanha, Telê se consagrou campeão mundial.

Mas não parou por ai. Em 1993, levou o São Paulo à soberania na América vencendo a tríplice coroa continental: a Taça Libertadores, a Supercopa e a Recopa. No Japão, ao fim do ano, após bater outro super-time europeu (o Milan, por 3 a 2), Telê entregou ao mundo uma obra prima, uma obra de arte bicampeã mundial.

Com justiça, a torcida adotou o prenome “Mestre”, entoado até os dias de hoje em saudosa reverência e admiração.

Para sempre, Mestre Telê Santana da Silva.

Fonte: SaoPauloFC.net

Relacionados:

  • Sem posts relacionados


 

Prioridade na base do São Paulo é formar jogadores




Postado em 15/12/2008 as 10:12 na seção História | 1 comentário »
Tag(s):  


Prioridade na base do São Paulo continua sendo formar jogadores para o time principal.

Veja:

Relacionados:



 

No dia 13 de dezembro de 1992, o mundo se tornava Tricolor pela primeira vez




Postado em 14/12/2008 as 09:12 na seção História | Sem comentários »
Tag(s):  


13/12/2008

Dia 13 de dezembro de 1992. O São Paulo, campeão da Libertadores da América, entra em campo para enfrentar o temido Barcelona, de tantos craques internacionais, atual campeão europeu.

Como não poderia deixar de ser, o time espanhol era apontado como franco favorito para a conquista do Campeonato Mundial de Clubes.

Se em Tóquio o time do mestre Telê Santana contava com uma pequena torcida local, no Brasil, em plena madrugada, milhares de são-paulinos se reuniam para acompanhar o Tricolor.

O começo não poderia ser mais preocupante. Logo aos 11 minutos, o renomado búlgaro Hristo Stoichkov surpreende Zetti em chute que encobre o goleiro Tricolor e cai no fundo da rede brasileira.

O sonho da conquista do título chegou a parecer distante, mas um time que contava com Raí jamais poderia desanimar.

Aos 27 minutos (para delírio da torcida Tricolor) Muller fez linda jogada pela esquerda e cruzou para área. Raí, com toda sua classe, se antecipou a defesa espanhola e de barriga, colocou a bola no fundo do gol de Zubizarreta.

A madrugada brasileira parecia de reveillon. Fogos subiam aos céus e rojões barulhentos anunciavam para todo o país o empate do São Paulo.

A partida seguiu com lances de perigos de ambos os lados, mas nenhuma equipe conseguiu marcar. Graças também ao iluminado Ronaldo Luis. O lateral-esquerdo entrou definitivamente para a história ao salvar em cima da linha uma bola chutada por Beguiristain.

Vale lembrar que esse foi apenas o primeiro milagre do jogador, que na Libertadores do ano seguinte voltaria a salvar o time, em jogo contra o Cerro Portenho, em Assunção.

A segunda etapa continuou equilibrada com as duas equipes buscando o gol, mas não conseguindo mudar o placar. Isso até Palhinha sofrer falta na entrada da área.

Ai foi a vez de novamente Rei Raí entrar em ação. Aos 34 minutos, em cobrança de falta ensaiada, o camisa 10 rolou para Cafu, que apenas escorou e assistiu de camarote, Raí colocar com perfeição a bola no ângulo superior direito de Zubizarreta.

O goleiro titular da Seleção da Espanha só pôde assistir a trajetória fulminante da bola em direção ao gol.

O Tricolor passou então a administrar a vantagem e como se fosse o franco favorito, de forma experiente viu o tempo passar.

Ao final do jogo, para delírio do mestre Tele Santana e de todos os jogadores, o São Paulo conquistava seu primeiro título mundial. Era o primeiro passo do clube brasileiro que mais vezes chegou ao topo do mundo.

Parabéns São Paulo. Há 16 anos o mundo ficava Tricolor pela primeira vez. Sete dias depois, após todas as festas, o time ainda sagrava-se Campeão Paulista ao bater o Palmeiras, por 2 a 1, no Morumbi.

São Paulo 2 x 1 Barcelona

Data: 13/12/92
Local: estádio Nacional de Tóquio
Árbitro: Juan Carlos Lostau (ARG)
Público: 60 mil pagantes

São Paulo: Zetti, Vitor, Adilson, Ronaldão e Ronaldo Luis; Toninho Cerezo (Dinho), Pintado e Raí; Cafu, Palhinha e Muller.
Técnico: Telê Santana

Barcelona: Zubizarreta, Ferrer, Koeman, Guardiola e Euzébio; Bakero (Goicoechéa), Amor, Witschge e Beguiristiain (Nadal); Stoichkov e Laudrup.
Técnico: Johann Cruyff

Gols: Stoichkov aos 11min do primeiro tempo e Raí aos 27min do primeiro e aos 34 minutos do segundo tempo.

Fonte: SaoPauloFC.net

Relacionados:

  • Sem posts relacionados


 

« Posts anteriores Próximos posts »

 
© 2008-2009 SPFC News . Política de privacidade. Theme by: Sweetsp